A Ciência do Propósito, como utilizar esse combustível aditivado

Maryana com Y

Maryana com Y 🏳️‍🌈
Especialista em Bom humor e Felicidade | Linkedin Creator | TEDx Speaker | Palestrante e treinadora | Coautora do Best Seller "SOFT SKILLS"e “BALANCED SKILLS”

Você já teve a sensação de estar preso no piloto automático, sem motivação ou clareza sobre seus próximos passos? Essa estagnação mental acontece quando nossa mente perde referência de sentido e direção. No Happy Thinking, chamamos esse momento de “Quadrante da Plenitude”, porque é quando estamos muito próximos da felicidade, mas ainda precisamos de um elemento essencial para atravessar essa fronteira: o propósito.

A ciência comprova que ter um propósito claro não só nos tira da estagnação como também nos impulsiona para um estado mental mais produtivo e pleno. Vamos entender por quê — e como grandes empresas têm aplicado essa lógica para transformar seus times.

Propósito como combustível do cérebro

Pesquisas em neurociência mostram que viver com propósito ativa áreas do cérebro relacionadas à motivação e ao bem-estar. Um estudo publicado na Psychological Science revelou que pessoas que têm um propósito de vida bem definido apresentam níveis mais altos de dopamina, neurotransmissor ligado ao prazer e à ação. Quando encontramos sentido no que fazemos, nosso cérebro entende que aquilo vale a pena e nos dá o impulso necessário para seguir em frente.

Indivíduos que enxergam propósito no seu trabalho ou na vida têm menor risco de desenvolver depressão e ansiedade. Isso acontece porque o propósito fortalece a resiliência emocional, ajudando a mente a focar em possibilidades, e não em limitações.

Como o propósito nos tira da estagnação?

A estagnação mental geralmente surge quando nosso cérebro não vê motivo suficiente para agir. Esse estado pode ser explicado pelo modelo de recompensa cerebral: quando não temos um objetivo claro, nosso sistema dopaminérgico funciona de forma ineficiente, reduzindo nossa energia e capacidade de tomar decisões.

Agora, quando ativamos o propósito, alguns efeitos poderosos acontecem:

1. Reativação da motivação intrínseca – Diferente de metas externas (como ganhar dinheiro ou reconhecimento), o propósito está ligado a algo mais profundo, despertando uma energia contínua para agir.

2. Expansão da criatividade e resolução de problemas – A pesquisa de Carol Ryff, da Universidade de Wisconsin, aponta que pessoas que vivem com propósito acessam áreas cerebrais associadas à criatividade, ajudando a encontrar soluções inovadoras para desafios.

3. Redução do estresse – Estudos do Journal of Behavioral Medicine indicam que um senso de propósito reduz a resposta ao cortisol, o hormônio do estresse, tornando a mente mais equilibrada e resistente a desafios.

Do Quadrante da Plenitude para a felicidade real

Grafico mental health washing

No Happy Thinking, o Quadrante da Plenitude representa aquele momento em que já cultivamos bons hábitos, estamos emocionalmente regulados, mas sentimos que falta algo para uma felicidade mais estável. O propósito é essa peça-chave.

Quando alinhamos nossos talentos e paixões a um significado maior, o cérebro entende que vale a pena continuar. Isso nos move, tira da estagnação e nos coloca num fluxo onde a felicidade não é apenas um momento, mas um estado mental constante.

Empresas que aplicam propósito para transformar seus times

Grandes empresas já entenderam que o propósito não é só uma ideia bonita — ele é estratégico para engajamento e performance. Cerca de 90% dos consumidores confiam em empresas com propósito. Colaboradores mais engajados, menos estresse no dia a dia e times que operam com mais leveza e produtividade.

Se você sente que está próximo, mas ainda não cruzou a linha para uma vida realmente plena, pergunte-se: o que me move de verdade? A resposta pode ser a chave para destravar seu próximo nível.

com humor,

Mary

Posts relacionados

Te desejo menos

Eu te desejo menos: como fazer menos sem se sentir menos ambicioso

“Eu te desejo menos” é um convite a questionar a ideia de que ambição é sempre querer mais, fazer mais e acumular mais conquistas. Em vez disso, o artigo propõe uma ambição mais madura: fazer menos com mais intenção, alinhando escolhas aos próprios valores, presença e saúde mental, sem confundir ritmo mais humano com falta de sonho ou preguiça.

Leia mais »
zebras não tem ulceras

Troque o “dar conta” por “dar limite”

Durante muito tempo, a régua foi “dar conta de tudo”, mesmo que o preço fosse alto demais na saúde mental, no corpo e nas relações. Este artigo é um convite a trocar o “dar conta” por “dar limite”, usando a pergunta “isso é minha função ou minha culpa?” como filtro para dizer “sim” e “não” com mais consciência, protegendo a própria energia e construindo uma vida mais justa consigo mesmo.

Leia mais »