Medir o sucesso pela diversão é mais sério do que parece

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Maryana com Y 🏳️‍🌈
Especialista em Bom humor e Felicidade | Linkedin Creator | TEDx Speaker | Palestrante e treinadora | Coautora do Best Seller "SOFT SKILLS"e “BALANCED SKILLS”

Encontrei um post da Zoe Dorey com uma frase boa: “Meça o seu sucesso pela quantidade de diversão que você está tendo.” Pra mim não foi só uma reflexão do meu tema favorito na vida mas sim um diagnóstico. Porque, percebi que o trabalho também me trouxe algumas camadas de responsabilidade acumuladas e a minha diversão não desaparece por acaso. Ela é retirada aos poucos, quase sempre em nome do que chamamos de maturidade e responsabildades. Percebi que eu, a pessoa que mais fala sobre humor, também deixei a minha diversão escapar nesses últimos tempos.

A vida adulta ensina eficiência, constância e entrega, quando se tem um negócio ela cobra de sustentar e sempre estar com novidades em projetos, relações e escolhas também. O que ela raramente ensina é a sustentar vitalidade, aos poucos, o prazer vira algo secundário, depois supérfluo, até se tornar quase constrangedor de admitir. A régua do sucesso passa a ser feita apenas de métricas externas como resultado, performance, reconhecimento e estabilidade. Tudo mensurável. Tudo defensável.

Pois esse post me fez refletir sobre a minha intensidade na diversão, se todas as métricas são válidas se eu não me divertir no processo, eu falei muito uma frase para muitos clientes:

Se não for para me divertir eu nem vou

E olha preciso me reconectar nela! A ciência ajuda a entender por que isso cobra um preço, pesquisas conduzidas por Teresa Amabile, professora da Harvard Business School, mostram que estados emocionais positivos estão diretamente associados a maior criatividade, melhor resolução de problemas e aprendizado mais profundo, especialmente em ambientes de alta complexidade. O ponto central não é produzir mais no curto prazo, mas sustentar energia psíquica ao longo do tempo.

É aqui que a ideia de diversão costuma ser mal interpretada, é o que mais ensino em palestra, não se trata de euforia, entretenimento raso ou fuga da realidade. Diversão, nesse contexto, é presença emocional. É o corpo que não opera o tempo inteiro em modo de contenção, é a mente que não precisa se anestesiar para atravessar a própria rotina, é fazer algo exigente sem a sensação constante de estar se sacrificando para sobreviver ao dia.

Na maior parte do tempo minha rotina é leve, mas ultimamente tenho colocado muitas tarefas para chegar em resultados novos em trazer inovação pro meu negócio percebi que a diversão deu uma sumidinha mas a vida continuou funcionando, mas o resultado? A experiência de viver começa a perder nuance, curiosidade e claro, a vitalidade! A sensação linda de lembrar que estou viva!

Talvez sucesso não diga respeito apenas ao que se constrói, mas ao nosso estado interno de sustentar essa construção ao longo do tempo, com mais diversão. A frase da Zoe não propõe irresponsabilidade nem romantização da vida, mas propõe uma revisão honesta dos critérios atuais.

Porque se o caminho inteiro exige endurecimento, talvez não seja ambição, seja desconexão.

Medir o sucesso pela diversão é lembrar que uma vida sem alegria genuína pode até ser produtiva por algum tempo, mas dificilmente é sustentável. Obrigada querida colega me relembrar de não deixar a diversão de fora. e você leitor, como tem conscientizado sua diversão na rotina? Conta pra geral aqui do Linkedin

Com humor,

Mary

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