Troque o “dar conta” por “dar limite
Maryana com Y 🏳️🌈
Especialista em Bom humor e Felicidade | Linkedin Creator | TEDx Speaker | Palestrante e treinadora | Coautora do Best Seller "SOFT SKILLS"e “BALANCED SKILLS”
Em que momento você decidiu que precisava dar conta de tudo para merecer descansar?Talvez o que esteja te cansando não seja o trabalho. Seja o excesso de responsabilidade. Comecei 2026 tomando uma decisão simples, e nada confortável: parar de confundir maturidade com sobrecarga. Porque eu entendi algo que ninguém me contou na jornada, o excesso de responsabilidade não é virtude é um padrão do sistema nervoso.
Aprendi cedo que: se não segurar tudo … tudo desmorona e aí o corpo entra em modo permanente de alerta. É o que a neurociência chama de hipervigilância, um estado em que o organismo vive preparado para o pior, mesmo quando nada está acontecendo. Segundo o neurocientista Robert Sapolsky, autor de Por Que as Zebras Não Têm Úlceras, o estresse contínuo faz o corpo reagir como se estivesse sempre sob ameaça, o problema é que o perigo não passa, sabe por quê? Porque ele virou hábito.
E aí aparecem os sintomas modernos do “adulto funcional”:
• culpa ao descansar
• dificuldade de pedir ajuda
• sensação constante de estar devendo
• cansaço que não passa nem dormindo
Sendo assim nosso corpo vira gerente do caos, e quando o corpo vira gerente do caos, ele faz o que sabe fazer melhor: economiza energia, ou seja: retém peso, diminui vitalidade, reduz clareza mental, tem uma médico que chama isso de carga alostática, é um preço biológico de se adaptar demais por tempo demais.
Então, o que eu decidi fazer para começar 2026 mais leve? Separar o que é meu do que eu só assumi com alguém, peguei papel e escrevi:
• O que é realmente minha responsabilidade?
• O que eu assumi por medo, hábito ou lealdade emocional?
Resultado? Mais da metada não era meu.
Aí eu resolvi trocar o “dar conta” por “dar limite”, já tentou? Antes de dizer “sim”, faça a pergunta: isso é minha função ou minha culpa falando para eu assumir?
BORA TREINAR COMIGO: “Isso eu posso apoiar, mas não carregar.”
Etendi então que a maior parte do sofrimento não vem do que acontece, vem do que a gente imagina que pode acontecer se parar, a psicóloga Kristin Neff, referência em autocompaixão, mostra que segurança emocional se constrói com experiências, não só com o discurso interno.
Aí percebi que só falar era só metade do caminho, aí pensei em UMA coisa por semana que eu escolho não resolver, tenho certeza que quando você decidir essa UMA coisa o mundo não vai cair prometo. Pare de decidir por todos e de sustentar o clima emocional de todo mundo.
Decidi esse ano que meu trabalho será satélite da vida, vai girar em torno e naão ao contrário, e vou começar criando micro-espaços de não utilidade com nada de lazer produtivo, nada de descanso com meta, só existir sem função, quer mais?
• caminhar sem destino
• tomar café sem celular
• ficar em silêncio
Sabia que 10 minutos já sinalizam ao sistema nervoso: “Está tudo bem relaxar.”
Então bora começar 2026 entendendo que podemos ser responsáveis sem ser sobrecarregados pois leveza não é desleixo.
Se esse texto te atravessou, talvez não seja sobre fazer mais em 2026, talvez seja sobre carregar menos e se divertir mais.
Com humor,
Mary


