O gente boa ganha menos

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Maryana com Y 🏳️‍🌈
Especialista em Bom humor e Felicidade | Linkedin Creator | TEDx Speaker | Palestrante e treinadora | Coautora do Best Seller "SOFT SKILLS"e “BALANCED SKILLS”

Tenho pensado muito ultimamente em como o mercado trata os “gente boa”.

Não gente média. Gente boa mesmo. Gente preparada, responsável, estudiosa, que entrega, que não dá trabalho, que resolve. O tipo de pessoa que todo líder gosta de ter por perto. E, ainda assim, é exatamente esse tipo de gente que muitas vezes vê outras pessoas avançarem mais rápido, ganharem mais espaço, mais dinheiro e mais visibilidade.

No começo, a explicação parece injusta. A gente pensa que é política, sorte, marketing vazio ou autopromoção exagerada. Mas com o tempo dá pra perceber um padrão mais simples e mais desconfortável. Não é que essas pessoas sejam melhores é que elas são mais “reconhecíveis”. Sabem vender melhor, aparecer em uma prateleira mais destacada parece.

Enquanto muita gente competente se preocupa em fazer tudo bem feito, outras pessoas se preocupam em deixar claro por que existem. Elas não tentam dar conta de tudo, nem agradar todo mundo. Bancam um jeito, um ponto de vista, uma diferença. Às vezes até erram mais. Mas, curiosamente, são lembradas com mais facilidade.

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Existe uma armadilha silenciosa na busca por ser completo demais. Quando você se torna muito adaptável, muito flexível, muito genérico, o mercado não sabe exatamente como te chamar. Você vira aquela pessoa que “serve pra várias coisas”. E quem serve pra várias coisas, quase sempre entra na conversa depois. Quando a decisão já está meio tomada.

O curioso é que ninguém acorda querendo ser genérico.

Isso acontece aos poucos. Um ajuste aqui pra caber melhor, uma concessão ali pra não incomodar, um cuidado extra pra não parecer ousado demais. Quando você vê, está extremamente competente… e completamente substituível.

Talvez o problema nunca tenha sido falta de talento, estudo ou esforço. Talvez seja só o lugar de onde você está falando. Porque o mercado não recompensa só quem faz bem. Ele recompensa quem deixa claro o que defende.E isso muda tudo.

Existe um equívoco silencioso na forma como muita gente entende crescimento profissional. A ideia de que quanto mais competente, preparado e completo você se torna, mais o mercado naturalmente vai te reconhecer. Em teoria, parece lógico. Na prática, não é assim que funciona.

O mercado não opera por profundidade invisível. Ele opera por sinalização.

Competência é condição de entrada. Não é critério de escolha. A partir de um certo nível, quase todo mundo é bom o suficiente. O que muda não é quem sabe mais, mas quem consegue ser identificado com mais rapidez. E isso não tem a ver com simplificação , e sim com clareza estratégica.

Existe uma diferença grande entre ser complexo por dentro e ser confuso por fora. Muita gente inteligente carrega repertório demais sem fazer recorte nenhum. Fala de tudo, aceita tudo, resolve tudo. E ao fazer isso, desaparece no meio. O mercado não rejeita essas pessoas. Ele só não sabe quando chamá-las primeiro.

Quem avança mais rápido raramente é quem tem mais respostas. É quem sustenta melhor uma pergunta. Um ponto de vista. Uma leitura particular da realidade. Isso cria contraste. E contraste cria memória. Sem contraste, você vira currículo. Com contraste, você vira referência.

Quanto mais você tenta caber, menos espaço ocupa.

Ser genérico parece seguro, mas tem um custo alto. Você vira a opção racional, não a escolha óbvia. Vira o nome que aparece na planilha, não o que surge na cabeça. E planilhas sempre geram negociação. Memória gera decisão.

Talvez seja por isso que tanta gente profunda veja pessoas menos preparadas ganhando mais. Não porque sabem mais, mas porque se posicionaram melhor. Elas não pediram permissão para ocupar um lugar. Elas definiram o lugar.No fim, crescer não é acumular mais competências. É assumir um lugar claro no jogo. E clareza, quase sempre, vale mais do que esforço silencioso.

Isso esta na minha cabeça há semanas de como mudamos o jogo, como deixamos de ser mais um e nos tornamos o escolhido, tenho trabalho muito isso com meus mentorados para se destacarem em suas carreiras e negócios!

Quem faz tudo é commodity, é barato, perde nas concorrências da vida e quem arrisca defender sua própria tese, seu ponto no mundo, começa a se destacar e ganhar espaço para ser ouvido e não descartado, pois é o único porta voz da sua própria verdade nessa terra, concorda?

Se você quer sair desse lugar de mais barato, e criar sua próparia tese no mundo, bora contruir essa marca no mundo com você.

Mas quero por perto quem é tão obcecado, como a mim, por fazer a diferença sendo diferente nesse mundo, me chama para saber mais como funciona a mentoria: https://wa.me/5511930812022

com humor,

Maryana com Y

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