Beco com saída, como tomar melhores decisões
Maryana com Y 🏳️🌈
Especialista em Bom humor e Felicidade | Linkedin Creator | TEDx Speaker | Palestrante e treinadora | Coautora do Best Seller "SOFT SKILLS"e “BALANCED SKILLS”
Existe uma mentira silenciosa que a gente compra cedo demais, a de que decisões definem quem somos para sempre.Como se escolher errado fosse uma tatuagem na testa e não uma anotação de percurso.Isso cria uma geração de adultos cautelosos até a aquela parada brusca, onde não se decide nada.
Entendo que hoje Porque o erro não é visto como ajuste e sim como prova de incompetência emocional e insegurança, não é? Só que a vida não funciona como prova objetiva, ela é mais como laboratório.
A maioria dos becos nem é sem saída.
Eles só exigem algo que não nos ensinaram a treinar: leitura de contexto, revisão de rota e desapego da própria imagem, aquele egozinho básico, aí mudar de ideia dói menos do que sustentar uma decisão que já venceu o prazo de validade. E aqui entra um ponto pouco confortável:decidir mal não costuma ser o problema.
O problema é insistir mal por orgulho, medo de parecer incoerente ou necessidade de aprovação, aí te falo como treinar decisões melhores (e mais rápidas) na vida real?
1. Troque “certeza” por critério: Antes de decidir, pare de se perguntar “tenho certeza?” Pergunte:
– Isso está alinhado com meus valores agora?
– Isso me expande ou só me mantém aceito?
– Isso é reversível ou definitivo?
No livro ruído do Daniel Kahneman mostra que decisões melhores surgem quando reduzimos ruído emocional e excesso de opinião externa, não quando buscamos mais confiança interna do que é possível ter .
Então pegue uma decisão pendente e escreva duas colunas: O que é medo social | O que é desejo legítimo, só essa separação já acelera decisões em até 80%.
2. Decida em versão beta
Pare de tratar decisões como contratos vitalícios, Annie Duke chama isso de thinking in bets: decidir como quem testa hipóteses, não como quem assina destino. Exercício prático:
Formule decisões assim:“Vou testar isso por 30/60/90 dias e reavaliar com base em X critérios.”Isso tira o peso existencial da escolha e devolve movimento.
3. Crie um limite antes de precisar dele
Quem decide mal costuma decidir tarde, quando o limite já foi ultrapassado, a decisão vem contaminada de raiva ou culpa. Exercício prático:
Complete a frase, por escrito:“Quando X acontecer, eu paro/reviso/digo não.”Limites antecipados diminuem decisões impulsivas e arrependimentos.
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4. Normalize mudar de ideia sem pedir desculpa
Em o paradoxo da escolha, Barry Schwartz mostra que o medo de escolher errado gera sofrimento maior do que a própria escolha, mudar de ideia não é fraqueza,é atualização de dados.Exercício prático:
Uma vez por semana, responda:“O que eu sustentaria diferente hoje se pudesse decidir de novo?”Sem drama. Sem culpa. Só aprendizado.
E sobre os becos meus caros … Os becos têm saída quando você para de tratá-los como falha moral.Quando entende que toda decisão é uma fotografia do moment, não um juramento eterno, quando aprende que voltar, ajustar ou sair pela lateral também é caminhar.
A verdadeira maturidade decisória não está em acertar sempre, está em não se abandonar para parecer consistente, em sustentar escolhas que fazem sentido agora, mesmo que elas mudem depois.
Leveza não é indecisão.
E talvez a melhor decisão que alguém possa treinar seja essa:parar de se perder de sisó para provar que sabe chegar a algum lugar.
Com humor,
Mary


