Eu sou uma fraude
Maryana com Y 🏳️🌈
Especialista em Bom humor e Felicidade | Linkedin Creator | TEDx Speaker | Palestrante e treinadora | Coautora do Best Seller "SOFT SKILLS"e “BALANCED SKILLS”
Sua busca pela perfeição é, na verdade, sua maior incompetência.
Pode doer, mas é real: quanto mais você tenta parecer inabalável, menos inteligente você se torna. Se você entra em reuniões sentindo que é uma fraude prestes a ser desmascarada, você não está sozinha, mas estou aprendendo que isso é ineficiente, não pro trabalho em si mas pra nossa vida.

A Dra. Valerie Young já provou que a Síndrome do Impostor é o “imposto” que os competentes pagam, o problema é que o mundo corporativo nos ensinou a confundir rigidez com autoridade. A gente acha que, se não houver um ar solene e uma tensão constante, o resultado não tem valor. O custo disso? O seu QI. Quando você opera sob o peso de “ter todas as respostas”, seu cortisol sobe e sequestra seu córtex pré-frontal. Em termos práticos:
sua obsessão por não parecer uma fraude está te deixando cognitivamente limitado
A saída desse labirinto não é “ter mais confiança”. É o que a Jamie Kern Lima (fundadora da IT Cosmetics) define como a virada de chave entre Autoconfiança e Autovalorização.

A confiança é um gráfico de ações: oscila conforme o bônus, o elogio do CEO ou o sucesso do último KPI. É volátil e te deixa refém do ambiente. Já a autovalorização (self-worth) é o seu valor intrínseco. É saber que, se o projeto explodir ou se você cometer uma gafe na apresentação, o seu valor permanece intocado.
A autoconfiança é o que você faz; a autovalorização é quem você é.
Quando você ancora sua carreira na autovalorização, a leveza deixa de ser um “mimo” e vira estratégia de guerra. Você para de gastar 80% da sua energia sustentando um personagem e usa essa mesma energia para resolver problemas reais. O humor entra aqui como o lubrificante que impede que a engrenagem do seu time trave pelo atrito do ego. Um líder que ri do próprio erro desarma a insegurança da sala inteira e foca na execução.
O sucesso em 2026 não pertence a quem carrega o maior piano, mas a quem tem a agilidade de entender que estamos todos operando em “versão beta“. O mercado está saturado de estátuas de bronze que racham na primeira crise. O que falta são profissionais reais, que entendem que o erro faz parte do processo e que o riso é o sinal de que o cérebro ainda tem espaço para criar.
A grande ironia é que a cultura do “peso” cria ambientes intelectualmente fracos. Quando uma liderança opera baseada no medo de ser descoberta, ela sufoca a inovação no berço. Ninguém arrisca uma ideia disruptiva em uma sala onde o erro é tratado como pecado capital. O resultado? Empresas cheias de “experts” que só repetem o que já funciona por puro pavor de parecerem vulneráveis. A leveza, nesse contexto, é a permissão para o pensamento divergente. É o que permite que a estratégia respire e que a criatividade não seja apenas uma palavra bonita na parede do escritório, mas uma prática de quem não tem medo de testar o novo.
Além disso, sustentar esse personagem inabalável é o caminho mais curto para o cinismo profissional.
Você começa a se desconectar da sua essência para caber no figurino do “executivo padrão”, e o preço disso é o esgotamento silencioso, aquele que não vem do excesso de trabalho, mas do excesso de fingimento. A autovalorização que a Jamie Kern defende é o que impede que você se torne um deserto emocional. Quando você sabe o seu valor, você para de mendigar validação externa e começa a ditar o ritmo do seu próprio jogo. É a diferença entre trabalhar para não ser demitido e trabalhar para deixar um legado real.
Por fim, entenda que a autoridade de verdade não nasce do silêncio solene, mas da presença autêntica. No mundo hiperconectado de 2026, as pessoas farejam o “fake” a quilômetros de distância. O líder do futuro, aquele que as pessoas realmente querem seguir, e não apenas obedecer ,é aquele que tem a coragem de ser humano. É quem usa o humor para quebrar o gelo de uma crise e a leveza para mostrar que, embora o problema seja sério, nós não precisamos ser pesados.
Se você ainda precisa de uma máscara para liderar, você não está liderando; você está apenas performando, e postei hoje sobre só cansa ser autêntico quem esta performando um personagem. Afinal, a autoridade de verdade não vem de quem nunca falha, mas de quem não tem medo de ser visto enquanto aprende.
Você está construindo um legado ou apenas uma fachada?
com humor,
Mary


